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Presidente do Paraguai renuncia ao cargo em meio a crise política


ZAAZ - SET.2026

O político, que era alvo de um processo de impeachment e fez o anúncio por meio de suas redes sociais

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Foto: Reprodução/X
O presidente do Paraguai, Santiago Peña

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (5) em meio a uma crise que começou com a liquidação do banco digital UENO, que deixou aproximadamente 3 milhões de correntistas no prejuízo.

O político, que era alvo de um processo de impeachment, fez o anúncio por meio de suas redes sociais e afirmou que “nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai”.

“A história se encarregará de julgar e colocar na sua justa dimensão os acontecimentos que hoje nos cabe viver”, afirmou o presidente paraguaio

Segundo a imprensa do país, o pedido de renúncia tem que ser aceito pelo Congresso. Uma sessão sobre o assunto deve ser convocada para chancelar o pedido de renúncia.

Peña foi acusado pela oposição de conflito de interesses, pois era acionista, até o ano passado, do grupo Vásquez, que é proprietário da instituição financeira. Segundo a CNN Brasil, o UENO, que é um banco digital, foi liquidado na última terça-feira (3) após o Banco Central paraguaio constatar problemas em seus índices de solvência.

A liquidação da instituição deixou prejuízos para seus cerca de 3 milhões de clientes, além de o banco contar com depósitos estimados de cerca de US$ 850 milhões (equivalente a cerca de R$ 4,6 bilhões) em fundos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.

“Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas ao povo, se em algum momento falhei. Nunca foi minha intenção trair a confiança que depositaram em mim. A cada dia assumi esta responsabilidade com a vontade de trabalhar pelos paraguaios”, disse Peña

Além do conflito de interesses por participação acionária, os políticos da oposição do país vizinho ainda acusam Santiago Peña de manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional da crise por parte da autoridade monetária do país.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Banda B
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