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Sangue raríssimo de paranaense ajuda a salvar paciente em São Paulo


ZAAZ - SET.2026

A paciente precisava de uma transfusão do sangue tipo fenótipo **p nulo**, um dos mais raros do mundo, identificado em apenas três pessoas no Brasil

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Foto: Divulgação/HEMEPÀR
Solimari Luzia, de 29 anos, cadastrada no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná

Uma doação de sangue feita no Paraná ajudou a salvar uma paciente em São Paulo que precisava de uma transfusão com um dos tipos sanguíneos mais raros do mundo.

Para tal, a doadora é Solimari Luzia Machado Andrejczuk, de 29 anos, portadora do sangue tipo fenótipo **p nulo**, identificado em apenas três pessoas no Brasil, cadastrada no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, foi convocada por uma agência transfusional ligada à Fundação Pró-Sangue, em São Paulo, que buscava uma pessoa com o mesmo fenótipo sanguíneo da paciente.

Solimari já fazia parte do Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), justamente por apresentar essa característica.

Ao receber o chamado, aceitou fazer a doação para ajudar a paciente.

Segundo especialistas do HEMEPAR, pessoas com esse fenótipo podem desenvolver o anticorpo anti-PP1Pk, que reage contra antígenos presentes no sangue convencional e pode provocar reações transfusionais graves. Por isso, precisam receber hemácias especialmente compatíveis.

A característica rara de Solimari foi descoberta durante exames de rotina realizados em uma doação anterior.

A partir da identificação, ela passou a integrar o cadastro nacional, que permite localizar doadores em diferentes estados quando há necessidade de transfusões especiais.

Criado em 2013, o cadastro reúne 2.032 doadores e já contribuiu para atender mais de 300 pacientes. No Paraná, 291 pessoas com fenótipos sanguíneos raros estão registradas.

Solimari destacou a satisfação em poder ajudar e aproveitou para incentivar outras pessoas a doarem sangue.

O HEMEPAR também reforça a importância das doações regulares e da atualização dos dados dos voluntários, já que uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas.

O caso demonstra como a solidariedade dos doadores e o trabalho especializado dos hemocentros são fundamentais para salvar vidas, especialmente quando se trata de tipos sanguíneos extremamente raros.

 

FACCREI 2026


Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Agência Estadual
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