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MP denuncia equipe médica por morte de criança de 4 anos no Norte Pioneiro


ZAAZ - SET.2026

O menino morreu após passar a noite em observação em hospital de Joaquim Távora

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Foto: Ilustrativa/CN
A denúncia aponta possíveis falhas no acompanhamento do paciente

Um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio culposo, em razão da morte de uma criança de quatro anos em um hospital de Joaquim Távora, no Norte Pioneiro do estado.

O menino deu entrada na unidade de saúde em 9 de junho de 2026, com sintomas semelhantes aos de gripe. Ele permaneceu em observação durante a noite e morreu na manhã seguinte. Segundo as informações do caso, o diagnóstico apontou influenza.

De acordo com a denúncia, os profissionais teriam deixado de adotar providências necessárias e de assegurar o acompanhamento contínuo do paciente.

A Promotoria de Justiça pede a responsabilização criminal dos denunciados e a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos causados aos familiares da criança.

Além da ação criminal, o Ministério Público conduz um procedimento preparatório para investigar possíveis falhas estruturais e organizacionais no atendimento hospitalar e buscar medidas para corrigi-las.

Entre os problemas apontados está o funcionamento do pronto atendimento com apenas um médico clínico geral de plantão, sem retaguarda pediátrica.

O órgão também identificou, entre as irregularidades investigadas, a possível ausência de protocolos internos para o atendimento de urgências pediátricas, a falta de uma rotina de reavaliação médica periódica de pacientes em observação e a realização da triagem sem a devida classificação de risco por um enfermeiro.

O procedimento também apura a inexistência de fluxos formais para a comunicação e a transferência de pacientes pediátricos em estado grave, além de possíveis falhas nos registros médicos e de enfermagem.

Outra questão investigada é a possibilidade de alteração de informações no sistema de prontuário eletrônico.

As apurações buscam esclarecer as circunstâncias da morte e verificar eventuais responsabilidades, tanto no âmbito criminal quanto na organização do serviço de saúde.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Tarobá News
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