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Investigador é denunciado por suspeita de propina


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Segundo o MPPR, policial teria recebido R$ 10 mil para facilitar acesso a celular apreendido

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Foto: Ilustrativa/CN
A investigação também apura outras possíveis irregularidades.

Um investigador da Polícia Civil lotado na 39ª Delegacia Regional de Bandeirantes, no Norte Pioneiro, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção dentro da unidade policial.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, em um dos episódios investigados, o servidor teria recebido R$ 10 mil para permitir o acesso a um aparelho celular apreendido e mantido sob custódia da polícia.

A suspeita é de que o acesso pudesse possibilitar a exclusão de informações relevantes para uma investigação.

A denúncia também envolve um advogado, apontado como intermediário da negociação, e a pessoa que teria fornecido o dinheiro. Conforme o MPPR, o investigador utilizaria advogados para intermediar valores em troca de possíveis favorecimentos.

O caso é resultado da Operação Fim da Trilha, deflagrada pelo GAECO em abril. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Delegacia Regional de Bandeirantes e na residência do investigador, em Cambará. Computadores, celulares, documentos e dinheiro foram apreendidos.

O policial, que trabalhava havia mais de dez anos na unidade, foi afastado das funções, teve o armamento funcional recolhido e passou a utilizar tornozeleira eletrônica.

Durante as buscas, também foram localizados um revólver e munições de diferentes calibres que, segundo as investigações, estariam sendo mantidos irregularmente na delegacia. O caso inclui ainda acusações relacionadas ao Estatuto do Desarmamento.

O GAECO apresentou duas denúncias criminais envolvendo os três investigados. Entre as imputações estão corrupção ativa e passiva.

Além das medidas criminais, o Ministério Público pediu o ressarcimento dos R$ 10 mil apontados como propina, indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo e a perda do cargo público do investigador. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça.

 

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal da Rádio CBN
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