O Superior Tribunal de Justiça decidiu na terça-feira (10), por unanimidade, que não houve estupro de vulnerável na relação entre um jovem de 18 anos e uma menina de 13, no Paraná.
Relator da ação contra o rapaz explicou que o caso se tratava de um relacionamento conjugal entre a menina e um acusado de 18 anos, sendo que o casal já possui um filho.
O ministro Messod Azulay Neto, da Quinta Turma do STJ, discorreu que a menina e o homem moram juntos e tem um filho. O processo tramita em segredo de Justiça na Corte, por isso, detalhes sobre o caso e os envolvidos não foram divulgados.
O magistrado afirmou que o tema é uma "matéria muito conhecida" da Quinta Turma.
Azulay Neto destacou que o homem sempre trabalhou, inclusive como servente de pedreiro e não tem antecedentes criminais.
Ele votou para negar o recurso e manteve a absolvição do réu, que já tinha sido inocentado na primeira e segunda instância da justiça.
"Caso excepcionalíssimo. Porque aqui tem um núcleo familiar. Então, você vai desfazer o núcleo familiar, vai tirar o pai do convívio do filho com a mãe e transformar numa tragédia ainda maior?", apontou.
E o mais importante de tudo isso é que eles formam um núcleo familiar. Eles têm apenas 5 anos de diferença, mantém uma [relação onde] não há violência, não há abuso, há uma relação estável, alegou o ministro Messod Azulay Neto.
No voto, Azulay Neto citou a Lei 15.353/2026. O texto, sancionado em março de 2026, prevê a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima do crime de estupro de vulnerável e também estabelece a aplicação da pena desse crime independentemente da experiência sexual da vítima, do fato de ela ter mantido relações sexuais antes do crime ou da ocorrência de gravidez resultante do estupro.
A lei ainda aponta ser inadmissível a relativização dos casos.
Segundo o Código Penal brasileiro, comete o crime de estupro de vulnerável aquele que tem conjunção carnal ou pratica qualquer outro ato libidinoso com menores de 14 anos.

Polícia Civil resgata galo utilizado em rinha de brigas em Cornélio Procópio
10/06/2026 às 18:32:08
PCPR prende investigado por fraudar acesso a sistemas judiciais no Paraná
10/06/2026 às 18:28:24
Bebê apressado não espera e mãe da a luz na varanda de casa
10/06/2026 às 18:19:00
Cliente agride entregador após receber creme corporal no lugar de iPhone
10/06/2026 às 18:15:24
Comerciante é ameaçado por agiotas colombianos em Nova Fátima
09/06/2026 às 20:22:00
Mulher é enganada por ambulantes e paga R$2.500,00 por panela de pressão
09/06/2026 às 20:20:20