Moradores do interior do Rio Grande do Sul registraram ao menos dois tornados entre os dias 12 e 15 de fevereiro, o primeiro em Pelotas e outro na região de Encruzilhada do Sul, durante uma sequência de tempestades severas que provocou destelhamentos, queda de postes e danos em diferentes municípios do Estado.
Um deles, de curta duração, marcou a sequência de tempestades severas que atingiram a região Sul do Estado em 12 de fevereiro. O fenômeno foi observado inicialmente em Pelotas, na manhã daquele dia, quando um sistema de instabilidades avançou sobre a região Sul.
Segundo a Defesa Civil, o tornado provocou queda de postes, galhos e danos estruturais, inclusive em uma oficina mecânica. O órgão havia emitido alerta laranja para a região ainda pela manhã. Na estação do Instituto Nacional de Meteorologia instalada no campus da Universidade Federal de Pelotas, foram registradas rajadas de vento de até 75 km/h durante a tempestade.
As instabilidades do dia 12 afetaram ao menos 17 municípios gaúchos, com ocorrências como destelhamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
Em Estrela, cerca de 100 residências foram atingidas por um vendaval que durou menos de dez minutos e concentrou danos em bairros da faixa leste do município. A prefeita Carine Schwingel decretou situação de emergência para viabilizar a liberação de recursos. Escolas de educação infantil também sofreram destelhamento e equipes municipais montaram pontos de atendimento para moradores afetados.
Outras cidades relataram impactos semelhantes, como danos em telhados, galpões e estruturas públicas, além de quedas de árvores em vias e áreas rurais. Entre elas estão Arroio Grande, Jaguarão, Rio Grande, Uruguaiana, Itaqui e Cruz Alta, evidenciando a abrangência do sistema de tempestades no Estado.
No último domingo, 15, novamente a formação de um tornado atingiu a região de Encruzilhada também no Sul do Estado. Houve apenas estragos na região rural da cidade.
Meteorologistas apontam que o fenômeno esteve ligado à atuação de uma supercélula no sudeste gaúcho, que interagiu com a brisa marítima e favoreceu a rotação da tempestade, condição propícia à formação de tornados.
Conforme o Centro de Monitoramento da Defesa Civil, supercélulas são um dos tipos mais perigosos de tempestades severas. Elas se formam quando o ar quente e úmido sobe e encontra ventos mais intensos alguns quilômetros acima do solo. Este processo culmina em ventos giratórios dentro da tempestade, conhecido como mesociclone.
Veja as imagens do segundo tornado:

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