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Queda do IBOVESTA atinge 17% após circuit breaker, maior recuo desde 2020


ZAAZ - SET.2026

O mercado repercutiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Delta
Farmácia Drogamais
Cia das Bebidas
Foto: Ilustrativa/CN
Magazine Luiza e Assaí estão entre as empresas mais castigadas

O IBOVESPA, principal índice de ações da Bolsa brasileira, chegou a cair 17,34% na mínima do dia de segunda-feira, aos 169.516,43 pontos, com o mercado repercutindo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 13h, a queda amenizou para 14,14%.

Magazine Luiza e Assaí estão entre as empresas mais castigadas. Por volta das 11h, as duas ações caíam cerca de 48%. Lojas Renner perdia 38% e Azzas 2154, dona de marcas como Arezzo e Schutz, recuava 37%.

O dólar comercial subia 8,78% às 12h53, cotado a R$ 5,4316 para venda. Os juros futuros também registravam forte alta, com as taxas dos contratos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 acima de 15% ao ano.

A queda registrada no pior momento da Bolsa é a maior intradiária desde março de 2020, quando os mercados despencaram com a pandemia de covid-19. Em 12 de março daquele ano, o IBOVESPA chegou a perder cerca de 19,6% durante as negociações, mas encerrou a sessão em baixa de 14,78%.

Investidores haviam ampliado as apostas na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), associada à expectativa de mudança na condução da política econômica. Com o resultado, os preços das ações, do dólar e dos juros passam por um ajuste.

O B3 precisou acionar o circuit breaker logo na abertura do pregão. As negociações foram suspensas por 30 minutos após o IBOVESPA atingir queda de 10% em relação ao fechamento anterior. Foi o primeiro acionamento do mecanismo desde março de 2020.

A interrupção dá tempo para os investidores avaliarem as informações e reorganizarem suas ordens. Depois da retomada, uma queda de 15% prevê nova paralisação, de uma hora. Se as perdas alcançarem 20%, a B3 pode determinar outra suspensão, por prazo definido pela própria Bolsa. Entenda como funciona o circuit breaker.

Bolsa também ampliou os limites de oscilação dos contratos futuros. O limite inferior dos contratos futuros de IBOVESPA passou de -10% para -15% e, depois, para -20%, incluindo os minicontratos.

As alterações valem para a sessão de segunda-feira, conforme informou a B3.

 

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Fonte: Redação CN, com informações do Portal UOL
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