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Pais desconfiam, viajam mais de 500 km e encontram a filha em cárcere privado


ZAAZ - SET.2026

O casal acionou a Guarda Municipal, que encontrou a jovem presa em um apartamento, com diversas lesões causadas pelo namorado

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Foto: Ilustrativa/CN
O rapa foi preso em flagrante

Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (21), suspeito de agredir e manter a namorada, também de 19 anos, em cárcere privado por quase duas semanas, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

O nome dele não foi divulgado para proteger a identidade da vítima.

Segundo a Polícia Civil, a descoberta aconteceu após os pais da jovem, que moram na cidade de São Paulo, desconfiarem da maneira evasiva como ela estava se comunicando por mensagens e ligações, sem fornecer muitos detalhes e, principalmente, sem mostrar o rosto nas chamadas de vídeo. Isso fez com que suspeitassem de que as respostas estavam sendo enviadas ou ditadas por outra pessoa.

O casal viajou mais de 500 km até a cidade paranaense e, após identificar o endereço do namorado da filha, acionou uma equipe da Guarda Municipal que realizava patrulhamento. Os agentes foram até o local e encontraram a vítima presa no apartamento.

"Ela apresentava hematomas na face, na cabeça e nos braços, além de demonstrar intenso abalo emocional. Após receber acolhimento da equipe, a vítima relatou que estava sendo impedida de sair da residência havia aproximadamente duas semanas. Conforme seu relato, durante esse período, teria sofrido reiteradas agressões físicas, incluindo socos, tapas, chutes e golpes com um cabo de vassoura. Ela também afirmou ter sido enforcada com as mãos e ter perdido a consciência após golpes na cabeça", relatou a Guarda Municipal.

A corporação também informou que a jovem relatou receber ameaças de morte caso tentasse entrar em contato com familiares. Segundo ela, o namorado quebrou seu celular e utilizava o chip telefônico da jovem em outro aparelho para se passar por ela.

A delegada Claudia Kruger afirmou que a jovem também contou à polícia que mantinha um relacionamento com o agressor havia alguns meses e que passou a ser mantida em cárcere privado após ser agredida durante uma crise de ciúmes.

"Em virtude das lesões corporais que ela apresentava, o agressor dizia que não poderia deixá-la sair porque isso poderia prejudicá-lo, que as pessoas iriam perceber as lesões e ele seria denunciado. Nesse contexto, ele impediu essa vítima, de todas as formas, de fazer contato com os seus familiares ou qualquer outra pessoa, sendo que as mensagens que ela trocava com a família eram enviadas por meio do celular dele, considerando que ele havia danificado o aparelho de telefone dela", relatou.

O rapaz foi autuado pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal contra a mulher.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.

 

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do G1/Paraná
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