O cantor Netinho morreu na manhã de terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador (BA). A informação foi divulgada nas redes sociais do artista, que enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B.
Segundo comunicado de sua assessoria, o quadro clínico evoluiu para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos. A nota informou que o cantor “partiu tranquilo”.
Durante o tratamento, Netinho costumava expressar gratidão pela trajetória artística e pelo carinho dos fãs. Em uma de suas declarações, afirmou que partiria feliz e realizado, levando consigo as lembranças das pessoas que encontraram alegria em sua música.
O diagnóstico de linfoma foi divulgado em março de 2025, após o cantor sentir fortes dores nas pernas e nas costas. Na ocasião, ele permaneceu internado por 25 dias. Depois de receber alta, chegou a retomar a agenda de apresentações, mas a doença voltou a se manifestar em 2026, quando ele passou novamente a realizar sessões de quimioterapia.
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus (BA), em 1966, Netinho mudou-se com a família para Salvador aos 9 anos, após a morte do pai em um acidente de carro.
Na capital baiana, desenvolveu o interesse pela música e aprendeu a tocar violão sozinho. Enquanto cursava Engenharia Civil, iniciou a carreira profissional como cantor.
Em 1988, ganhou projeção nacional e internacional como vocalista da Banda Beijo. No ano seguinte, tornou-se o primeiro artista de axé a se apresentar no programa Domingão do Faustão, segundo o histórico de sua trajetória artística.
Em 1990, participou de uma iniciativa que levou um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo, em uma viagem marítima que durou cerca de dois meses.
O maior sucesso de sua carreira foi “Milla”, lançado em 1996, versão de uma música anteriormente gravada pela banda Jheremmias Não Bate Córner, que deu origem ao grupo Jammil e Uma Noites. Outros sucessos incluem “A Vida É Festa”, “Vem Me Dar Um Beijo”, “Me Dê Amor”, “Pra Te Ter Aqui” e “Menina”.
Na vida pessoal, foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve sua única filha, Bruna, nascida em 1998. O relacionamento terminou em 2003.
Nos últimos anos, Netinho também se envolveu na política, declarando-se conservador e disputando uma vaga de deputado federal pelo Partido Liberal (PL). Recebeu cerca de 30 mil votos, mas não foi eleito.
Sua morte representa uma perda para a música brasileira, especialmente para o axé, gênero no qual deixou uma marca reconhecida por diferentes gerações.

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