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Fraude milionária é descoberta após sequestro de empresário no Paraná


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Com o avanço das investigações, a PCPR identificou que o sequestro teria sido planejado por uma ex-gerente administrativa da empresa da vítima

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Foto: Divulgação/PCPR
A PC realizou uma operação para desarticular o grupo investigado

A Polícia Civil do Paraná deflagrou, nas primeiras horas de sexta-feira (10/7), uma operação para desarticular um grupo investigado por lavar mais de R$ 8,3 milhões desviados de uma empresa de Curitiba.

As apurações são um desdobramento da investigação sobre o sequestro do proprietário da companhia, ocorrido em setembro de 2024.

Ao todo, foram cumpridos 27 mandados judiciais, entre buscas e apreensões e medidas de sequestro de bens e valores, em Curitiba, São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré, no Paraná, além de Porto Alegre (RS).

Segundo a investigação, o um homem, dono de uma empresa de produtos médicos, foi sequestrado com o objetivo de ser extorquido em mais de R$ 3 milhões.

Sete pessoas já foram presas por envolvimento no crime.

Com o avanço das investigações, a PCPR identificou que o sequestro teria sido planejado por uma ex-gerente administrativa da empresa, responsável pelo setor financeiro.

Ela foi presa em abril deste ano, em São José dos Pinhais. Outra ex-funcionária, familiares e pessoas próximas também passaram a ser investigados por participação no esquema.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo também é suspeito de desviar recursos da empresa por meio da emissão de boletos fraudulentos em nome de empresas de fachada criadas pelos próprios investigados.

As apurações identificaram 46 boletos falsos pagos entre janeiro e setembro de 2024, causando um prejuízo de R$ 8,3 milhões.

Segundo o delegado Emmanoel David, as investigadas se aproveitaram da função que exerciam no controle das ordens bancárias para autorizar os pagamentos fraudulentos e em seguida, distribuíram os valores entre diversas pessoas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a movimentação dos recursos desviados.

 

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Metrópoles
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