A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento e proibiu a venda de todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti em todo o Brasil.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (12) e também suspende a distribuição, divulgação e o consumo do produto.
Segundo a agência, foram identificadas inconsistências na rotulagem do alimento, o que pode induzir consumidores ao erro, especialmente pessoas com restrições alimentares relacionadas ao glúten.
De acordo com a ANVISA, a embalagem do milho para pipoca informava que o produto “não contém glúten”. No entanto, o mesmo rótulo apresentava advertência sobre a possibilidade de contaminação cruzada com trigo ou até mesmo a presença intencional do ingrediente.
A legislação brasileira determina que alimentos não podem ser classificados como livres de glúten quando existe risco de contaminação ou presença da substância. Por isso, a agência considerou a informação irregular e determinou a retirada imediata do produto do mercado.
A decisão atinge todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti, fabricado pela empresa Kaza Distribuidora, R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos Ltda.
Quem comprou o produto deve verificar a embalagem e evitar o consumo até que haja novas orientações oficiais.
A recomendação da ANVISA é que os consumidores acompanhem os comunicados divulgados pelos órgãos de fiscalização e entrem em contato com o fabricante para obter informações sobre troca, devolução ou descarte do item.
Pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten devem ter atenção redobrada, já que a rotulagem inadequada pode representar riscos à saúde.
Todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti foram incluídos na resolução publicada no Diário Oficial da União.
Além da proibição da venda nos supermercados e demais estabelecimentos comerciais, a decisão também impede a distribuição, propaganda e utilização do produto até que a situação seja regularizada.
A fiscalização do cumprimento da medida pode ser realizada por órgãos sanitários estaduais e municipais.
Na mesma publicação, a ANVISA determinou a apreensão e a proibição de comercialização de suplementos alimentares da marca Nutricost, cuja fabricação não foi identificada pela agência.
Segundo o órgão, os produtos eram anunciados e comercializados pela internet sem a devida regularização. A medida inclui a proibição da fabricação, importação, distribuição, propaganda, venda e uso dos suplementos.
A ANVISA reforça que consumidores devem sempre verificar se os produtos alimentícios e suplementos estão devidamente regularizados antes da compra, especialmente quando adquiridos por meio de sites e plataformas digitais.

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