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Malas de dinheiro são encontradas em gabinete de vereador no PR


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Ação do Ministério Público do Paraná cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e apreendeu dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos

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Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
O vereador é suspeito de participar de um esquema de “rachadinha”

Duas malas com quantias em dinheiro foram apreendidas durante a Operação Déjà-vu, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que tem como alvo o vereador Lórens Nogueira (PP), em Curitiba, na manhã de terça-feira (26).

A investigação apura suspeitas de “rachadinha” e peculato.

Ao todo, o GAECO cumpriu 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Garantias da Comarca. A ação foi realizada no gabinete do vereador, que é presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Segundo o Ministério Público, além das malas com dinheiro, também foram recolhidos equipamentos eletrônicos e documentos, que passarão por perícia.

“Durante o cumprimento das medidas, houve a apreensão de duas malas contendo grandes quantias em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados e poderão auxiliar na continuidade das investigações. No curso da investigação, que contou com autorização judicial para a realização de ação controlada, foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como “rachadinha””, informou o MPPR em nota.

De acordo com o MP-PR, a operação busca esclarecer a possível prática dos crimes de “rachadinha” e peculato, previstos nos artigos 316 e 312 do Código Penal.

As investigações contaram com autorização judicial para a realização de ação controlada, técnica utilizada para acompanhar a suposta movimentação investigada sem interferência imediata das autoridades.

Conforme o Ministério Público, durante esse monitoramento foram identificados repasses de valores ao vereador investigado considerados compatíveis com a prática popularmente chamada de “rachadinha”.

O termo é utilizado para definir um esquema ilegal em que servidores ou assessores devolvem parte dos salários a agentes públicos ou responsáveis pela nomeação dos cargos.

A reportagem entrou em contato direto com o vereador Lórens Nogueira e com o gabinete do parlamentar, mas não houve retorno.

 

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Banda B
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