O SINDIFISCO Nacional, sindicato que representa os auditores fiscais, trabalha para que o agronegócio seja tributado a mais como forma de mitigar riscos ambientais.
Em 2024, os empresários do setor fizeram lobby e ele ficou imune à lei que instituiu o mercado de créditos de carbono como forma de compensar as emissões de gases estufa no país.
Um estudo da Universidade Federal de Goiás e patrocinado pelo sindicato mostra que o agro escapou das regras do mercado de carbono, mas corre o risco de sofrer sobretaxa nas exportações a países que hoje possuem mecanismos de controle de emissões.
Segundo os pesquisadores, isso desviará recursos que poderiam ser destinados a políticas ambientais no Brasil para o caixa de países importadores.
O documento, divulgado quinta (5), mostra que as propriedades rurais e atividades diretamente ligadas à produção agrícola e pecuária não estão sujeitas às obrigações do sistema de compensação, embora a maior parcela das emissões esteja atrelada à agropecuária e não principalmente à energia ou ao transporte, como ocorre em muitas economias industrializadas.
O modelo escolhido pelo Brasil apresenta limitações quando comparado ao sistema implantado por mais de 40 países, inclusive a China: a tributação direta das emissões.
Até 2030, todos os países da União Europeia passarão a exigir enquadramento a seus padrões ambientais.
Hoje, a média do chamado carbon tax (imposto do carbono) é de US$ 15 por tonelada de emissão.
Por isso, o presidente do SINDIFISCO, defende a inclusão do agronegócio na proposta que define o imposto seletivo a ramos de atividade mais poluentes.
Segundo ele, o PLP 29, encaminhado pela Frente Parlamentar Ambientalista, inclui as emissões de gases como fator gerador do Imposto Seletivo.
Consultada, a Confederação Nacional da Agricultores não respondeu as questões sobre o assunto.

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