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Puxada pelo agro, economia brasileira cresce 2,3% em 2025


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Apesar da alta, o país perdeu o posto de 10ª maior economia do mundo

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Foto: Ilustrativa/CN
Este foi o quinto ano seguido de crescimento na economia nacional

A economia brasileira acumulou alta de 2,3% em 2025, no comparativo com o ano anterior, de acordo com dados divulgados na terça-feira (3) pelo IBGE.

O resultado do Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços produzidos no país, foi puxado principalmente pelo desempenho do setor agropecuário, que cresceu 11,7% no período.

Segundo os dados do IBGE, o PIB brasileiro fechou o ano com R$ 12,7 trilhões. Já o PIB per capita, indicador que divide o total do PIB pela população e representa a média de produção de riqueza por habitante, chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior.

Este foi o quinto ano seguido de crescimento na economia nacional, mas o resultado foi o menos expressivo desde 2021.

O desempenho da Agropecuária teve peso de 32,8% do crescimento do PIB em 2025. Segundo o IBGE, o avanço de 11,7% no setor decorreu, principalmente, de aumentos na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes na série histórica. A pecuária também teve variação positiva em 2025.

Na Indústria, o destaque positivo foi a extração de petróleo e gás, que contribuiu para o crescimento de 8,6% na Indústria Extrativa. A Construção cresceu 0,5%, justificada pela alta da massa salarial real na atividade.

Por outro lado, a eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos fecharam o ano com variação negativa de -0,4%.

Todas as atividades do setor de Serviços cresceram no último ano. Destaque para os segmentos de Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Atividades imobiliárias (2,0%) e Comércio (1,1%).

Apesar da alta de 2,3% no PIB em 2025, o Brasil perdeu o posto de 10ª maior economia do mundo, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional, o FMI.

Favorecida pela taxa de câmbio, a Rússia subiu para a 9ª colocação, com US$ 2.541 bilhões, deixando o Canadá com a 10ª posição (US$ 2.284 bilhões) e o Brasil como a 11ª maior economia mundial, com US$ 2.257 bilhões.

Nos primeiro lugares estão Estados Unidos, US$ 30.616 bilhões, China: (US$ 19.399 bilhões) e Alemanha (US$ 5.014 bilhões)

A comparação das economias é feita pelo PIB em dólares, que depende tanto do crescimento econômico quanto da relação entre as moedas locais e a divisa americana.

Por conta das tarifas globais impostas pelos Estados Unidos, o dólar registrou uma tendência de queda em relação a várias moedas no ano passado, o que também inclui o real, que se valorizou ante a divisa americana.

Mesmo assim, a tendência para 2026 é que o Brasil se mantenha como a 11ª maior economia do mundo, conforme projeções do FMI.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal do Jornal O Globo
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