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Brasil registra queda de 1 milhão de alunos na educação básica


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A mudança demográfica, redução de repetência e alteração em cadastro de matrícula explicam queda, diz ministério

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Foto: Divulgação/Pedro Ladeira/Folhapress
A queda é a maior em duas décadas

O CENSO Escolar do Ministério da Educação aponta a redução de 1 milhão de matrículas de 2024 a 2025 na educação básica, o que representa a maior queda de matrículas em quase duas décadas. A variação negativa mais intensa ocorreu no ensino médio e também houve redução de alunos na educação infantil, o que não ocorria desde a pandemia.

A edição de 2025 do CENSO Escolar foi divulgada na última quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação. Os dados, que trazem o panorama da educação brasileira, são de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, ligado ao ministério.

O CENSO Escolar registrou 46.018.380 matrículas na educação básica em 2025, em 178 mil escolas públicas e privadas de todo o país. O total de alunos representa redução de 2,3% ante o apurado no ano anterior, quando eram 47.088.922 matrículas. Em 2024, a redução tinha sido de 0,45%, na comparação com 2023.

A justificativa do MEC para as reduções envolve mudanças do perfil demográfico, com redução no número de crianças e jovens, além da melhoria da eficiência do sistema, com melhores aprovações de alunos por parte dos sistemas escolares. Especialistas questionam.

Uma variação negativa tão grande só havia sido anotada em 2007, quando houve mudanças na metodologia do levantamento, que passou a computar dados a partir do CPF dos alunos. Naquele ano, a queda foi de 5,21%.

A redução de matrículas no ensino médio foi o que mais surpreendeu, com uma queda de 5,4%. Ao levar em conta só o ensino público, a redução foi de 6,3%. As redes estaduais, que concentram 8 em cada 10 alunos do ensino médio no país, perderam 428 mil alunos de 2024 a 2025. A rede privada, entretanto, teve alta de 0,6% nas matrículas.

O indicador agregado para a etapa registrou 7.370.879 matrículas em 2025. Eram 7.790.396 no ano anterior.

O dado, porém, é contestado pela Secretaria de Educação de São Paulo, que nega que tenha registrado queda de alunos no período. A pasta atribui a redução a uma mudança na contabilização das matrículas.

Mais cedo, durante entrevista coletiva realizada em Manaus (AM), o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a queda nas matrículas não é problema.  

Ao apresentar os dados, o ministro fez uma série de elogios a políticas da atual gestão e chegou a criticar reportagens que mostravam a queda no número de matrículas.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações da Folha de São Paulo
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