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Barrados novos cursos de medicina em faculdades privadas no Paraná


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Mais de 140 municípios paranaenses estavam na área de abrangência para a abertura de cursos em entidades privadas pelo edital do Ministério da Educação MEC

Foto: Ilustrativa/CN
Cornélio Procópio estava entre as cidades escolhidas

O edital que previa a criação de novos cursos de medicina em instituições privadas no País, revogado pelo Governo Lula na última terça-feira (10), incluía a abertura de quatro cursos no Paraná, com previsão de 240 vagas.

A disputa seria direcionada para instituições de ensino localizadas em sete Regionais de Saúde do Estado.

As Regionais de Saúde que constavam no edital eram: Paranavaí, Apucarana, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Ivaiporã, Ponta Grossa e Francisco Beltrão.

Cada Regional de Saúde agrega uma quantidade de municípios. O município de Carambeí, por exemplo, nos Campos Gerais, pertence à Regional de Saúde de Ponta Grossa. Ao todo, 143 municípios paranaenses eram abrangidos pelo edital do Ministério da Educação

A métrica utilizada pelo governo, junto ao MEC e ao Ministério da Saúde, para classificar os municípios com base na concentração de médicos por mil habitantes em relação à média nacional é o Índice de Promoção da Desconcentração Médica.

Ele contempla quatro faixas: alta necessidade, média-alta necessidade, média-baixa necessidade e baixa necessidade.

Cornélio Procópio estava na lista com o IPD na categoria de alta necessidade, segundo o edital, pois, através da 18 Reginal de Saúde,  que além da própria cidade, atende pacientes dos municípios de Abatiá, Nova Fátima, Nova Santa Bárbara e São Sebastião da Amoreira.

Com isso, em Cornélio Procópio, o sonho de ter uma faculdade particular na cidade e uma segunda alternativa para quem almeja o curso e não conseguiu uma vaga na Universidade Estadual do Paraná foi suspenso.

Procurado, o Conselho Regional de Medicina do Paraná se posicionou sobre o cancelamento do edital. O presidente Romualdo Gama mencionou o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica se posicionou favorável à medida adotada pelo Governo Federal.

Em comunicado, o MEC explicou que a decisão tem caráter técnico e que uma série de eventos alteraram “de forma substancial” o cenário que fundamentou o edital para o funcionamento dos novos cursos.

A pasta cita a recente expansão de vagas de medicina, notadamente provocada pela judicialização dos pedidos de autorização de novos cursos, pela expansão da oferta de cursos dos sistemas estaduais e distrital de ensino e pela conclusão de processos administrativos relativos a aumento de vagas em cursos já existentes. 

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Banda B
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