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Bia Souza do Judô garante primeiro ouro para o Brasil


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Invicta nos quatro embates, contra a vice-campeã olímpica em Tóquio 2020, Bia encaixou um waza-ari com 44s de luta

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Foto: Ilustrativa
Beatriz Souza, finalista do judô nas Olimpíadas de Paris

Sem a bajulação da imprensa e a torcida das celebridades, que agora se movimentam para ganharem mídia ou seguidores em cansativas homenagens, a judoca Beatriz Souza não se abalou quando o ginásio inteiro do Camps de Mars gritava o nome de sua rival da semifinal, Romane Dick.
Sem aqueles ataques de estrelismo daqueles atletas acostumados com a redes sociais, que se estendem por toda a competição que estamos acompanhando, ela nem se desesperou quando o placar marcava sua derrota nas quartas-de-final, revertida no VAR.
E agora faz parte da história dos jogos é medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris 2024, façanha esta que nunca é esquecida a aqueles que alcançam o mais alto lugar do pódio.
Nem se impactou por disputar sua primeira Olimpíadas aos 26 anos ou então por encarar vice-líder do ranking mundial da disputa pelo ouro.
Sua primeira luta foi praticamente um atropelamento sobre a Izayana Marenco. Bia Souza usou a diferença de tamanho e força para acabar a luta com um ippon rápido.
Nas quartas-de-final, sobrou tensão diante da coreana Kim Hayaun. A luta era equilibrada até que a judoca brasileira encaixou um golpe.
Só que, no movimento, ela caiu de costas no tatame. A arbitragem marcou ippon, o placar dizia que era para a coreana. Bia não tremeu. Mas os momentos de espera eram de apreensão na revisão do VAR.
Com a interferência dos árbitros de vídeo, o golpe foi dado como Waza-ari para Bia. A imagem mostrava como ela tinha pego o quimono pelas costas da coreana e tinha usado a perna para dar o gancho e derruba-la.
Ela estava na semifinal na sua estreia olímpica.
Aí havia a luta complicada diante da francesa Romane Dick. Na arquibancada, o rosto da adversária em um cartaz enquanto o público gritava o tempo inteiro "Romane, Romane".
A torcida francesa entende de judô e pressiona bastante a arbitragem, o que tem peso em um campeonato em que várias lutas têm sido decididas por punições.
Houve até vaias quando pediam um Shido (pena) contra a brasileira.
Bia, no entanto, encaixou um golpe, derrubou Romane que se salvou com uma virada de corpo do ippon. Mas, no solo, a brasileira a imobilizou e garantiu a vitória.
Com a primeira medalha olímpica já garantida, a brasileira quinta colocada no ranking mundial tinha uma velha conhecida pela frente, a israelense Raz Hershiko, nº2 do ranking mundial.
Invicta nos quatro embates contra a vice-campeã olímpica em Tóquio 2020, Bia encaixou um waza-ari com 44s de luta e esperou o relógio zerar para ser campeã, ganhando o tão esperado primeiro ouro par o Brasil.

 

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Fonte: Redação Cornélio Notícias, com informações do Portal UOL
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