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Em Maringá, Beto Richa faz críticas ao MP e à Justiça


Governador também falou sobre a rebelião em Cascavel

Foto: Reprodução RPC
Richa detalhou que toda a segurança pública está mobilizada para as negociações que buscam o fim da rebelião

O governador Beto Richa (PSDB) fez críticas ao Ministério Público (MP) e à Justiça devido bloqueio de valores do secretário de Segurança e comentou sobre a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, que já deixou dois presos mortos. Ele falou com a imprensa durante uma cerimônia de entrega de viaturas à Polícia Militar, no fim da manhã de sexta-feira (10), em Maringá, no norte do estado.

Richa detalhou que toda a segurança pública está mobilizada para as negociações que buscam o fim da rebelião no oeste do estado, que começou na tarde de quinta-feira (9). Dois agentes penitenciários são mantidos reféns pelos presos.

“A secretaria está lá, tentando resolver essa situação da melhor maneira possível. E o mais importante, nesse momento, é preservar vidas. Que não haja confronto e, acima de tudo, a vida dos reféns seja preservada”, disse.

Para o governador, houve excesso por parte do MP e da Justiça em relação ao bloqueio de R$ 15 mil de contas bancárias do secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), Wagner Mesquita, pelo não cumprimento de uma determinação judicial para transferência de presos.

“É lamentável esse excesso por parte do Ministério Público, por parte da Justiça”, declarou.

No dia 24 de outubro, a juíza da Vara de Execuções Penais, Jane dos Santos Ramos, havia determinado que 65 presos da Casa de Custódia de Maringá (CCM) ou da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) fossem transferidos para outras prisões do estado, para permitir a transferência de detentos da 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá, que só possui um abrigo provisório.

Richa defendeu o Executivo e disse que não é tão simples cumprir as determinações da Justiça.

“Obviamente que o nosso secretário é muito competente. É um delegado qualificado da Polícia Federal. Só que não é assim, da noite pro dia, que se resolver a situação”, argumentou.

O governador explicou que a situação da superlotação em delegacias está sendo tratada da melhor maneira possível, e justificou o fato pelo trabalho mais efetivo da polícia.

“Uma das situações que aumentou o número de detentos nas delegacias foi a atuação mais efetiva da segurança no estado do Paraná. A polícia está prendendo mais hoje, este é um problema que tem agravado a situação também”, concluiu.


Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com reportagem do G1 PR




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