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Seis crianças e uma professora morrem após vigia atear fogo em creche de Minas Gerais


Há 23 feridos, 21 dos quais são crianças

Foto: Reprodução Jornal Nacional
A tragédia aconteceu em Janaúba, no norte do Minas Gerais

Mais duas crianças morreram na noite desta quinta-feira (5), depois de terem sido queimadas em uma creche de Janaúba, no Norte do Minas Gerais. Assim, sobe para seis o número de alunos mortos.

Segundo a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os dois, um menino e uma menina, estavam sendo transportados de Janaúba para Montes Claros. Cecília Davina Gonçalves Dias e Renan Nicolas dos Santos Silva tinham 4 anos.

A creche em que eles estavam foi incendiada pelo vigia noturno Damião Soares dos Santos, de 50 anos, segundo a polícia. Ele também morreu horas depois. O vigia sofria mania de perseguição e premeditou crime, disse a polícia.

Também na noite desta quinta morreu, em Janaúba, a professora Helley Abreu Batista, de 43 anos. Ela estava com 90% do corpo queimado após ter sido atingida pelo fogo. A informação da morte foi dada por Ricardo Tolentino, diretor da Fundação Hospitalar de Janaúba, onde ela estava internada.

Segundo o Instituto Médico-Legal da cidade, também morreram no ataque:

Ana Clara Ferreira Silva, 4 anos

Luiz Davi Carlos Rodrigues, 4 anos

Juan Pablo Cruz dos Santos, 4 anos

Juan Miguel Soares Silva, 4 anos

Outras 24 pessoas seguem internadas, 21 das quais crianças, segundo o Corpo de Bombeiros.

De acordo com a prefeitura, Damião Soares dos Santos era funcionário efetivo desde 2008. Ele ficou de férias de julho a agosto e ao retornar ao trabalho, no mês de setembro, alegou problema de saúde e foi afastado.

Ainda segundo a prefeitura, Damião foi à creche na manhã de quinta entregar o atestado médico e cometeu o crime. A prefeitura não informou qual era o problema de saúde alegado pelo funcionário.

Ele foi levado para o hospital com queimaduras no corpo inteiro e morreu cerca de três horas depois. O motivo do ataque ainda não foi esclarecido.


Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações do G1




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